O Caso dos Dez Negrinhos, foi o primeiro livro de Agatha Christie, que li. Comecei depois de fazer uma pesquisa na internet. Estava à procura de uma leitura intrigante, um mistério desafiador. Encontrei vários comentários afirmando que este seria o melhor trabalho da escritora britânica.

Minhas expectativas foram correspondidas desde as primeiras páginas. Entendi porque este é o livro de Agatha Cristie mais vendido em todo o mundo. A trama conta a história de dez pessoas, com o perfil bem diferente uma das outras, que são convidadas a passar dias, que podem ser muito agradáveis, em uma ilha famosa, misteriosa, cheia de glamour.

A ilha é de difícil acesso, os convidados aguardam ansiosamente, porém, o anfitrião nunca aparece. Uma tempestade deixa tudo ainda mais complicado, Na primeira noite, coisas estranhas começam acontecer. Durante o jantar, algo sinistro ocorre. Um sistema de som começa acusar todos os presentes, de assassinatos que eles teriam cometido.

Para piorar, uma morte ocorre, o suspense aumenta, todos são suspeitos e ao mesmo tempo temem ser a próxima vítima.

O livro

Uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.

Convidados pelo misterioso mr. Owen, nenhum dos presentes tem muita certeza de por que estão ali, a despeito de conjecturas pouco convincentes que os leva a crer que passariam um agradável período de descanso em mordomia. Entretanto, já na primeira noite, o mistério e o suspense se abatem sobre eles e, num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.

É neste clima de tensão e desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia transforma-se em um pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, mr. Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E, sobretudo, por quê?

São essas e outras perguntas que o leitor será desafiado a resolver neste fabuloso romance de Agatha Christie, que envolve os espíritos mais perspicazes num complexo emaranhado de situações, lembranças e acusações na busca deste sagaz assassino. Medo, confinamento e angústia: que o leitor descubra por si mesmo porque E não sobrou nenhum foi eleito o melhor romance policial de todos os tempos.

Talvez tenha sido encontrado um inédito em algum baú escondido num sótão. Mas, se fosse isto, a mídia com certeza o teria noticiado. Talvez, então, alguém tenha psicografado uma nova história policial. Mas, neste caso, o nome do “médium” não deixaria de ser conhecido. Talvez Agatha Christie não tenha afinal morrido, mas apenas desaparecido, revolvendo agora, aos 118 anos, lançar seu 81º. romance de mistério.

Ou, talvez, um de seus conhecidíssimos livros tenha se ocultado atrás de um novo título. O culpado não é o mordomo, mas um personagem ainda mais cheio de normas, conhecido pelo codinome de “o politicamente-correto”. Pois foi ele que levou os agentes literários da grande dama inglesa a proporem a mudança de título de O caso dos dez negrinhos (Ten little niggers), o livro mais vendido de Agatha Christie em todo o mundo, e adaptado para o cinema por René Clair.

A solução salomônica foi, então, destacar o novo título, retirado de uma canção folclórica inglesa, e avisar na capa que o livro é uma nova versão daquele que foi consagrado pelo público brasileiro: E não sobrou nenhum – Anteriormente publicado como O caso dos dez negrinhos. Agora rebatizado, esse que é, afinal, o mais conhecido e querido livro de Agatha Christie inaugura oportunamente as edições Globo de Bolso — ainda mais acessíveis, mas com a mesma qualidade editorial.

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